A cirurgia plástica envolve técnica, planejamento e acompanhamento, mas também exige uma gestão de risco estruturada e uma comunicação clara com o paciente. Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, alude que em um cenário de maior acesso à informação e de expectativas cada vez mais elevadas, o consentimento informado e a responsabilidade profissional assumem papel central para a segurança do cuidado e para a qualidade da relação médico-paciente.
Entender esses elementos ajuda a construir decisões mais conscientes e reduz conflitos ao longo do processo cirúrgico. A gestão de risco começa muito antes do procedimento, ela envolve indicação correta, informação adequada e acompanhamento responsável em todas as etapas. Venha saber mais sobre no artigo a seguir!
O que é gestão de risco na cirurgia plástica?
Gestão de risco, na prática médica, consiste em identificar, avaliar e minimizar fatores que podem comprometer a segurança do paciente ou o resultado do tratamento. Na cirurgia plástica, isso inclui desde a seleção adequada do paciente até a escolha da técnica, o preparo pré-operatório e o acompanhamento pós-operatório.

Essa abordagem reconhece que nenhum procedimento é isento de riscos e que a prevenção depende de decisões bem fundamentadas, explica Miltons Seigi Hayashi. Avaliação clínica criteriosa, análise de histórico de saúde, identificação de hábitos que impactam a cicatrização e definição clara dos limites do procedimento fazem parte desse processo.
Consentimento informado como parte do cuidado
O consentimento informado é um dos pilares da boa prática médica. Ele não se resume à assinatura de um documento, mas representa um processo de diálogo no qual o paciente recebe informações claras sobre o procedimento, seus objetivos, riscos, alternativas e cuidados necessários.
Na cirurgia plástica, o consentimento informado é especialmente relevante, pois envolve expectativas estéticas e variáveis individuais de resposta biológica. O paciente precisa compreender que não existe garantia de resultado e que o sucesso do procedimento depende de múltiplos fatores.
Tal como destaca Hayashi, a clareza nessa etapa é essencial, principalmente tendo em vista que, quando o paciente entende o que será feito, quais são os limites e quais riscos existem, a decisão se torna mais consciente e segura. Esse entendimento reduz frustrações e fortalece a confiança mútua.
Documentação, transparência e responsabilidade profissional
A documentação adequada faz parte da responsabilidade profissional e da gestão de risco. Registros completos de consultas, exames, orientações fornecidas e decisões tomadas ajudam a garantir a continuidade do cuidado e segurança jurídica, expressa o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi.
O termo de consentimento informado deve refletir a conversa realizada entre médico e paciente, com linguagem acessível e conteúdo compatível com o procedimento proposto. Junto a isso, orientações pré e pós-operatórias precisam ser claras e registradas, evitando interpretações divergentes.
A transparência também se manifesta na postura do profissional diante de intercorrências. Informar o paciente, explicar condutas e manter acompanhamento próximo são atitudes que reforçam a ética e a responsabilidade médica.
A importância da formação e atualização contínua
A gestão de risco e o consentimento informado estão diretamente ligados à formação e à atualização profissional. Novas técnicas, tecnologias e evidências científicas exigem que o cirurgião esteja preparado para avaliar criticamente cada inovação antes de incorporá-la à prática.
Cursos, treinamentos e educação continuada contribuem para decisões mais seguras e alinhadas às melhores práticas. Além disso, como expõe Milton Seigi Hayashi, a atualização constante permite melhorar a comunicação com o paciente, oferecendo informações mais precisas e contextualizadas.
Segurança e confiança como base da cirurgia plástica
Em última análise, a combinação entre gestão de risco, consentimento informado e responsabilidade profissional cria um ambiente de maior segurança e confiança. Esses elementos protegem o paciente, fortalecem a relação médico-paciente e contribuem para uma prática mais ética e transparente.
Quando o processo é conduzido com informação clara, planejamento e acompanhamento, a cirurgia plástica se consolida como uma escolha consciente e responsável. A segurança, nesse contexto, não é apenas um objetivo, mas um compromisso contínuo com a saúde e o bem-estar do paciente.
Autor: Harris Stolkist