A avaliação de um veículo passa por diversos critérios, mas poucos geram tanta atenção quanto a quilometragem. Como informa David do Prado, vendedor há mais de 10 anos no ramo de automóveis e com atuação também no setor de proteção veicular, esse dado costuma ser o primeiro observado por quem pretende comprar ou vender um carro usado.
Assim sendo, logo nos primeiros contatos, a quilometragem já influencia expectativas, comparações e, principalmente, o valor final de negociação. No entanto, embora seja relevante, ela não atua de forma isolada. Existem contextos em que esse fator pesa menos do que muitos imaginam. Interessado em conhecê-los? Acompanhe, a seguir.
Por que a quilometragem do veículo pesa tanto na avaliação?
A quilometragem é vista como um retrato do histórico de uso do veículo. De acordo com David do Prado, quanto maior for o número registrado no hodômetro, maior tende a ser a percepção de desgaste de componentes mecânicos, estruturais e até estéticos. Essa leitura rápida ajuda compradores a estimar possíveis gastos futuros, o que acaba impactando diretamente o valor oferecido.
Além disso, o mercado utiliza a quilometragem como um parâmetro de comparação entre modelos semelhantes. Dois veículos do mesmo ano, versão e motorização podem apresentar preços bem distintos apenas pela diferença no total de quilômetros rodados. Essa prática se tornou comum porque facilita a padronização das avaliações, especialmente em negociações rápidas.
Por fim, outro ponto relevante é a associação entre quilometragem e vida útil, conforme frisa David do Prado, vendedor a mais de 10 anos no ramo de automóveis. Muitos compradores acreditam que um veículo com baixa quilometragem terá maior durabilidade, mesmo que isso nem sempre se confirme na prática. Essa percepção, ainda que simplificada, continua forte e influencia o comportamento do mercado de usados.
Quando a quilometragem deixa de ser decisiva no preço do veículo?
A quilometragem costuma perder força na avaliação quando o veículo apresenta um conjunto positivo de características. Isto posto, uma manutenção comprovada, um bom estado estrutural e uma procedência clara tendem a pesar mais do que o número exibido no painel.

Também há situações em que a idade do carro dilui a relevância da quilometragem. Em veículos mais antigos, por exemplo, o mercado já espera um volume maior de uso. Nesse cenário, pequenas variações no hodômetro não geram diferenças expressivas no valor de venda.
Segundo David do Prado, outro ponto decisivo é a transparência na negociação. Quando o vendedor consegue demonstrar como o veículo foi utilizado e cuidado, a confiança do comprador aumenta. Isso contribui para que a quilometragem seja analisada como parte de um contexto maior, e não como um fator isolado.
Outros fatores que influenciam o valor do veículo além da quilometragem
Em suma, embora a quilometragem seja importante, ela não atua sozinha na definição do preço. O mercado considera um conjunto de aspectos que ajudam a formar uma avaliação mais justa do veículo. Entre os principais pontos observados, destacam-se:
- Estado de conservação geral: acabamento interno, pintura, suspensão e alinhamento indicam o nível de cuidado ao longo do tempo;
- Histórico de manutenção: revisões periódicas registradas aumentam a confiança na condição mecânica do veículo;
- Modelo, versão e motorização: algumas configurações mantêm valor mesmo com maior quilometragem;
- Demanda de mercado: veículos com alta procura tendem a sofrer menor desvalorização;
- Uso anterior: carros de frota, aplicativo ou estrada são avaliados de forma diferente.
Esses fatores ajudam a equilibrar a análise e evitam que a quilometragem seja o único critério considerado. Assim, de acordo com o vendedor a mais de 10 anos no ramo de automóveis, David do Prado, quando esses elementos estão alinhados, o impacto dos quilômetros rodados pode ser significativamente reduzido.
O que realmente pesa na decisão final?
Em última análise, a quilometragem segue sendo um fator relevante na avaliação de qualquer veículo, mas não deve ser analisada de forma isolada. Uma vez que o mercado atual valoriza cada vez mais o conjunto da obra: estado geral, manutenção, procedência e demanda. Logo, entender essa dinâmica ajuda vendedores e compradores a tomarem decisões mais conscientes e equilibradas.
Autor: Harris Stolkist