A gestão adequada dos resíduos sólidos é um dos maiores desafios ambientais das cidades modernas, e o engenheiro e fundador da empresa Versa Engenharia Ambiental, Odair Jose Mannrich, costuma destacar que tratar esse tema de forma técnica é fundamental para reduzir impactos ao meio ambiente e à saúde pública.
Antes de tudo, é importante entender que resíduos sólidos não são apenas o “lixo” descartado pelas residências, mas incluem também resíduos comerciais, industriais, da construção civil e de serviços de saúde, cada um com características e riscos distintos. Portanto, a gestão eficiente depende da correta classificação, coleta, tratamento e destinação final de cada tipo de resíduo.
Geração de resíduos e crescimento urbano
O aumento da população urbana e do consumo eleva diretamente o volume de resíduos gerados diariamente. Tal como explica Odair Jose Mannrich, a diversificação de produtos e embalagens torna o resíduo mais complexo, com maior presença de plásticos, materiais compósitos e itens de difícil reciclagem.
Assim, os sistemas públicos de limpeza urbana precisam se adaptar continuamente para atender à demanda crescente. Quando essa adaptação não ocorre, surgem problemas como descarte irregular, sobrecarga de áreas de disposição final e aumento da poluição em solos e cursos d’água.
Coleta e transporte como etapas críticas
A coleta é uma das fases mais visíveis da gestão de resíduos, porém também uma das mais sensíveis do ponto de vista operacional. Rotas mal planejadas, frota insuficiente ou manutenção inadequada de veículos comprometem a regularidade do serviço e favorecem o acúmulo de resíduos em vias públicas.
Segundo Odair Jose Mannrich, o transporte até unidades de triagem, tratamento ou disposição final representa parcela significativa dos custos do sistema. Por esse motivo, a eficiência logística é decisiva para a sustentabilidade financeira e ambiental da gestão de resíduos sólidos.

Impactos ambientais do descarte inadequado
Quando os resíduos são descartados de forma irregular, os impactos ambientais são imediatos e acumulativos. A contaminação do solo por chorume, a poluição de corpos d’água e a emissão de gases de efeito estufa são consequências diretas de sistemas mal estruturados ou inexistentes.
Além disso, conforme informa o engenheiro Odair Jose Mannrich, resíduos acumulados favorecem a proliferação de vetores de doenças, como roedores e insetos, ampliando riscos à saúde pública. Dessa maneira, a gestão de resíduos é uma questão ambiental, sanitária e social ao mesmo tempo.
Importância da segregação e da coleta seletiva
A separação dos resíduos na origem é um dos pilares da gestão moderna, ressalta Odair Jose Mannrich. Quando recicláveis, orgânicos e rejeitos são misturados, as possibilidades de reaproveitamento diminuem drasticamente, e o volume destinado a aterros aumenta.
Por outro lado, a coleta seletiva permite direcionar materiais recicláveis para cooperativas e centrais de triagem, promovendo inclusão social e redução da extração de recursos naturais. Nesse sentido, programas bem estruturados de educação ambiental e logística de coleta são fundamentais para o sucesso dessa etapa.
Tratamento e valorização dos resíduos
Além da reciclagem, existem outras formas de tratamento que contribuem para a redução do volume de rejeitos. A compostagem de resíduos orgânicos, por exemplo, transforma restos de alimentos e poda em adubo, reduzindo a quantidade de material enviada para aterros.
Em escala maior, tecnologias de recuperação energética permitem transformar parte dos resíduos em energia térmica ou elétrica. Embora demandem alto investimento e rigor ambiental, essas soluções fazem parte de estratégias integradas de gestão em diversos países.
Papel dos aterros sanitários no sistema
Mesmo com reciclagem e tratamento, sempre haverá uma parcela de resíduos que precisa ser destinada a aterros sanitários. Quando bem projetados e operados, esses empreendimentos controlam a geração de chorume, captam gases e monitoram o impacto ambiental ao longo do tempo.
Entretanto, a falta de manutenção e fiscalização transforma áreas de disposição em passivos ambientais de longo prazo, elucida Odair Jose Mannrich. Por isso, a operação adequada dos aterros é componente essencial da política de resíduos sólidos.
Planejamento e políticas públicas integradas
A gestão eficiente dos resíduos sólidos depende de planejamento de longo prazo, investimentos contínuos e integração entre diferentes setores da administração pública. Cabe ressaltar que, instrumentos legais e metas de redução de resíduos são importantes para orientar políticas e estimular práticas mais sustentáveis.
Da mesma forma, a participação da população é decisiva para o funcionamento do sistema, especialmente nas etapas de segregação e descarte correto. Assim, a gestão de resíduos se consolida como responsabilidade compartilhada entre poder público, setor privado e cidadãos.
Gestão de resíduos como estratégia ambiental
Em síntese, a forma como uma cidade gerencia seus resíduos sólidos reflete diretamente em sua qualidade ambiental e na saúde de seus habitantes. Sistemas eficientes reduzem poluição, promovem reaproveitamento de materiais e contribuem para a sustentabilidade urbana.
Como reforça Odair Jose Mannrich, investir em gestão técnica de resíduos sólidos é investir em prevenção de impactos ambientais e em desenvolvimento urbano responsável. Quando todas as etapas do sistema funcionam de forma integrada, os benefícios se estendem por toda a sociedade e para as futuras gerações.
Autor: Harris Stolkist